quarta-feira

Depois da quarta-feira de cinzas






Roubado da Maira Parula.



É preciso ter espaço interior de manobra para deixar uma vaga para os outros.



Quando se passa dos 40, mas ainda se está cheio de energia, é difícil lembrar a idade que se tem, embora o espelho insista em ficar dando conselhos sensatos. Ainda bem que ninguém segura os pensamentos e os sentimentos.



O silêncio é também um modo de falar. Às vezes até mais explícito. O que ele diz tem consistência própria. Em alguns casos, o silêncio é um indício de que alguma coisa está se processando. E dependendo de como ele se articula com as palavras e a atitude, pode valer por muitas frases.


















20 comentários:

Bia Pontes disse...

O silêncio tem uma linguagem tão própria que a gente tem menos paciência de desvendar. O óbvio das palavras (mesmo elas n dizendo o que dizem, muitas vezes), nos deixa menos inseguros! rs
Adoreis seus pensamentos de 'cinzas'.
beijão nocê!

adelaide amorim disse...

Sim, Bia, o silêncio fala, e como!
Beijo procê também

Jens disse...

Oi Adelaide.
Quem me dera seguir os conselhos do espelho, mas meu pai sempre alertou para desconfiar das palavras de estranhos, mesmo que revestidas de aparente sensatez. A vida fez dele um homem cauteloso. Assim, filho obediente, faço ouvidos de mercador às palavras da imagem do outro lado do espelho; afinal, não reconheço aquela face sulcada pelos vincos do tempo, onde rareiam os cabelos e a testa se alonga. O sorriso é familiar; lembra vagamente o adulto que um dia serei.
Estranho, né? Melhor seria ter ficado em silêncio.
Um beijo confuso numa quarta-feira de cinzas idem.

Héber Sales disse...

Deda querida, essa imagem aí é um índice dos 40, mais ou menos.

E a frase do espaço interior de manobra está espertíssima.

Um beijo.

adelaide amorim disse...

Jens, até voltar ao normal, não se preocupe que tudo vai dar certo :))
Beijo procê.

adelaide amorim disse...

Oi, Héber, feliz de ver você!
Beijo.

Nanda disse...

Dade, já tem post com aquela brincadeira que você me indicou e mais umas surpresinhas, beijos!

adelaide amorim disse...

Nanda, já trouxe meus presentes pra casa e logo logo eles aparecem aqui,viu?
Beijão.

Márcia(clarinha) disse...

A linguagem mais usada por mim, o silêncio, ô coisa boa...

lindos dias flor
beijos

Marco disse...

Gostei muito, Adelaide. Especialmente do último. Preciso mesmo dar valor ao silêncio, a ouvir o que Simon e Garfunkel chamaram de "som do silêncio". Você teve muito gosto na escolha das frases (o que, em se tratando de você, não surpreende ninguém...)
Carpe Diem. Aproveite o dia e a vida.

adelaide amorim disse...

Márcia, poetas sempre amam o silêncio. Beijo.



Marco, você é um amor. Beijo pra você.

Cris disse...

Oi, linda,

Meu silêncio grita. Alto.

Beijo, querida.

adelaide amorim disse...

Expressiva do jeitinho que você é, posso imaginar a eloquência desse silêncio. Beijo, querida.

king of pain disse...

Adorei o espaço de manobra. Estou tentando ampliar o meu. Difícil...

adelaide amorim disse...

Difícil mesmo, King, mas você sabe que viver nem sempre é coisa fácil.
Beijo pra você.

meus instantes e momentos disse...

muito bom voltar aqui.
Tenha um belo final de semana.
Maurizio

adelaide amorim disse...

Obrigada pela visita. Te desejo o mesmo, Maurizio.

Mel disse...

Olá Adelaide!
São os pensamentos, os sentimentos, os silêncios... Todos falam de nós mesmos até quando se revelam em gestos.
Um beijo e boa semana!

adelaide amorim disse...

É isso, Mel. Um beijo.

loba disse...

As vozes do silêncio às vezes são estridentes! Há que se saber escutá-las!
Bonito isso que vc escreveu!
Beijocas