sexta-feira

Um poema de Alexandre Guarnieri

3/três engrenagens

três engrenagens se desgastam até que
parem de engatar suas áreas, umas
às outras, se desencaixam, se desengatam,
se são desastres, é para que inertes en-
contrem não o da máquina clássica mas
este outro trabalho, anti-horário, há-
bito para nada: mero álibi celibatário.

6 comentários:

mfc disse...

Gosto da fase anti-horário!
Seduz-me por completo!

Maria Teresa disse...

O avesso parece perfeito!
Beijos

dade amorim disse...

Gosto dos poemas dele, amigo mfc. Também me seduzem.
Beijos.

dade amorim disse...

Guarnieri tem um talento para os avessos que só vendo.

Beijo beijo.

Márcia disse...

Cheguei atrasada, mas cheguei. Valeu a pena. Esse moço é um grande poeta, como diz um crítico, um poeta dos objetos.

dade amorim disse...

Sim, Márcia, um grande poeta, que me orgulho de conhecer.
Beijos.