segunda-feira

Palavras e coisas à vezes se perdem umas das outras



 A Visão. Desenho de Luiza Maciel Nogueira




À disjunção palavra-coisa corresponde o desencontro para o qual se desperta e que é como comer o fruto proibido: a palavra ingênua designa a coisa, e uma vez perdida a inocência e percebida a precariedade da identificação entre elas, descobre-se que a coisa não está onde a palavra a designara, que já não há redução possível de uma à outra. Que fomos vitimados por uma série de separações, enquanto acontecimentos como perdas, mortes, omissões se reduziam a palavras que deixavam escapar seu verdadeiro sentido

10 comentários:

Luiza Maciel Nogueira disse...

magnífico Dade, as coisas carregadas de intimidade geram o sentido. e como a palavra designa coisas, cada pessoa deveria formar seu próprio dicionário de sentidos. obrigada por colocar o desenho aqui!

meu beijo

Nanda disse...

Dade, o calendário chegou? Beijos.

mfc disse...

Quando as coisas perdem o seu significado... perdem o seu uso.

dade amorim disse...

Achei teu desenho e o texto com algo em comum, a questão da identidade das coisas.
Beijo beijo.

dade amorim disse...

Nanda, por enquanto, não.

Beijo.

dade amorim disse...

Tem razão, Manuel.
Beijo.

MIRZE disse...

As palavras, já não são entendidas. A pressa anda a passos largos, mesmo na família.

Lindo!

Beijos

Mirze

dade amorim disse...

É isso, Mirze.
Adoro seus comentários.

Beijo beijo.

Jorge Pimenta disse...

a ilustração é da luíza - o traço é inconfundível; já o texto... não o sei bem... toco aqui palavras sentidas... e seus sentidos... uns nos signos; outros nos referentes. e tão diferentes...
beijinho a ambas, dade e luíza!

dade amorim disse...

Jorge, palavras são assim, variáveis, variantes, mas são minhas, sim :)

Beijo.