Não é esnobismo ou conservadorismo afirmar que é diferente ler pela internet e ler um texto impresso. A rede é a invenção maior do século passado, e cada vez mais põe a nosso alcance conhecimentos variados e importantes para quem vive hoje neste planeta, digamos, meio combalido e ameaçado. A rede é um must, e com certeza qualquer pessoa que possa ter acesso a ela tem uma vantagem de saída.
Mas a leitura impressa não foi suplantada por ela. Por quê? Acredito que o próprio processo de percepção se dá de modos diversos nos dois casos: muito rápido e cercado de outros estímulos pelo monitor, que supõe tempos abreviados para cada atividade e até torna difícil a leitura de um texto mais longo. Um texto impresso supõe algum silêncio e um ambiente propício a uma atenção mais intensa, o que ajuda a compreender e assimilar melhor o que se lê, além de desenvolver o senso crítico do leitor, coisa que anda escassa em nosso mundo.
Ler é imprescindível para quem deseja ser capaz de pensar e viver a própria vida. Além disso, é indispensável para que se aproveite mais e melhor o saber e a informação que vêm através da internet. É uma espécie de conhecimento prévio, uma base de saber e uma iniciação para perceber melhor o mundo e o que acontece nele.
Vídeo da campanha de incentivo à leitura idealizada e produzida por Deborah Toniolo, Marina Xavier, Julia Brasileiro, Igor Melo, Jader Félix, João Paulo Moura, Luciano Midlej, Marcos Diniz, Paulo Diniz e outros.

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